Terremotos no Chile
Os terremotos no Chile são mais constantes do que pensamos. O país é um dos mais sísmicos do mundo, pois se localiza na junção de duas placas tectônicas: a Sul Americana e a de Nazca. Ele está localizado no chamado “círculo de fogo”, que margeia os países banhados pelo Pacífico, onde ocorrem 80% dos tremores de terra do mundo.
Não é apenas o terremoto em si que existe nessas terras andinas. Também há os “temblores”, que são pequenas tremidas corriqueiras no país. Tremidas que podem variar de 4 a 6 pontos na escala Richter e que duram poucos segundos, por exemplo. Tremores menores que isso ainda existem aos montes, mas são imperceptíveis.
Aproveite e conheça nosso artigo Mochila ade emergência em caso de terremoto.
Temblores no Chile

Temblores no Chile
Um temblor está para os chilenos assim como uma pancada de chuva está para os brasileiros. Eles já estão acostumadíssimos.
Em Santiago, por exemplo, passamos períodos longos de seca e chega a chover cerca de 20 dias por ano apenas. Portanto, para eles, a chuva é um fenômeno da natureza.
De acordo com o Instituto de Geofísica da Universidad de Chile, a interação entre as placas tectônicas de Nazca e a América do Sul produz um terremoto de grandes proporções a cada 10 anos, uma média de dez pequenos tremores diários e 3,5 mil movimentos sísmicos anuais.
Temblores, terremotos e réplicas
Em 2015, por exemplo, foram sete temblores acima dos 5 pontos na escala Richter sentidos em Santiago entre os meses de janeiro e agosto.
Como se sabe, não há momento específico para que eles ocorram. Temos temblores pela manhã, tarde, noite ou de madrugada, que nos acordam e nos deixam em alerta. Afinal, um temblor pode ser um início de um terremoto. Por isso a necessidade de estarmos atentos.
Após esses sete temblores tivemos um terremoto de 8,3 graus que sacudiu o país pela noite, inclusive Santiago. Esse movimento teve uma duração de 2 minutos. E após os terremotos existem as réplicas, que são novas tremidas de terra decorrentes do evento sísmico. Essas réplicas tendem a ser fortes também.
A primeira delas ocorreu minutos depois e chegou aos 7,9 graus, com uma longa duração também. Depois de mais alguns minutos tivemos a terceira réplica também bem forte, alcançando os 7,3 pontos. As réplicas continuaram pela madrugada, diminuindo sua intensidade. Mas o país não dormiu nessa noite pela mistura do medo e do fato de estarmos alertas para um possível novo terremoto.
Essas réplicas ligadas ao um terremoto tendem a existir por um longo período. E estamos falando de meses. O que fez com que a semana toda houvessem temblores fortes que iam diminuindo de intensidade e iam se espaçando aos poucos. Ao todo foram mais de mil réplicas registradas, sendo cerca de 20 delas perceptíveis.
Em 2010, Santiago foi o epicentro do maio abalo sísmico desse século. O terremoto chegou a casa dos 8,8 graus na escala Richter. Por ter sido de pequena profundidade, a potência da energia liberada impedia que as pessoas pudessem se manter em pé em alguns locais.
O maior terremoto de todos os tempos foi registrado em Valdivia, na região sul, no dia 22 de maio de 1960, com a incrível marca de 9,5 pontos na escala Richter. Qualquer sismo acima dos 9 pontos é classificado como “excepcional”, pois o último grau da escala corresponde a “destruição total da paisagem” (cataclismo).

Treinamento contra terremoto
Infelizmente, os turistas e expatriados não são treinados para tal evento e não temos muitas informações a respeito de como nos comportar no momento de um terremoto. A equipe do BRchile correu atrás de informações oficiais do governo chileno e criamos dois importantes artigos para nossos leitores. São eles: O que fazer em caso de terremoto e 16 orientações em caso de terremoto.
Para quem for viver no litoral, o cuidado maior será com os tsunamis. Depois de um forte abalo sísmico o risco de um tsunami é iminente. E evacuar as áreas próximas as praias é obrigatório. Devemos saber que não são só as ondas gigantescas que podem atingir uma região costeira. Ondas menores também farão estragos. Para os devidos cuidados visitem o artigo 10 orientações em caso de tsunami.
Lembramos que toda essa situação de emergência está relacionada a terremotos. Para os temblores não há nada para se fazer. Quando eles se tornarem um hábito em suas vidas irão perceber que foi só mais um.
Para quem pretende viver no Chile tem que estar ciente que esse é o país mais sísmicos do mundo e que temblores realmente acontecerão a qualquer momento. Podemos até passar algumas semanas sem uma tremida, mas passar um mês inteiro sem um é algo raro. E que terremotos de larga duração podem sim nos surpreender. Nunca estaremos prontos para essa situação, temos certeza disso. Mas precisamos estar preparados com o máximo de informação possível.
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Olá, Estou com passagem comprada para o Chile em 28/06, e vou com minha filha de 7 anos. Li o artigo de vcs e fiquei assustada. O que disseram foi que em 2015 antes do grande terremoro de 8.3 ocorreram varios pequenos tremores.
Como agora em abril pequenos tremores ocorreram, fiquei preocupada.
Como estão circulando as informações por ai?
Olá Luana. Fique tranquila. O Chile é assim sempre. Os temblores ocorrem a qualquer momento. Não queremos te assustar, apenas queremos implantar a cultura do conhecimento dessa realidade chilena. O motivo? Estarem todos preparados caso ocorra algo.Você pode passar 10 dias no país sem que nada aconteça. Assim como podem ocorrer vários sismos durante uma única hora, como foi em Valparaíso em abril, por exemplo. O Chile, assim como o Japão, são os países mais preparados para esse evento. Por isso vale sempre a informação. Enquanto eventos sísmicos menores fazem prédios desabar pelo mundo, no Chile nem os fortes terremotos são capazes de trincar paredes. E independente do grau de um abalo qualquer, os chilenos se comportarão como se nada tivesse acontecido.
Olá, gostaria de saber onde acompanhar previsões de tremores por lá.
Obrigada”
Olá Leilane. Não há como prever os sismos. Eles simplesmente acontecem. Você pode acompanhar o tamanho dos temblores e terremotos após o ocorrido através de uma página no Facebook chamada Sismologia Chile.