Os cachorros de rua de Santiago
Caminhar por Santiago pode ser um exercício de cortar o coração para as pessoas que amam os animais, especialmente os cães. Se você já teve a oportunidade de conhecer a capital do Chile, provavelmente se deparou com vários cachorros de rua durante seu passeio.
Quando se vive na cidade, o contato com essa população se torna ainda mais visível. Há brasileiros que se manifestam nas redes sociais a fim de encontrar um meio de ajudar a resolver esse problema. Mas o que nos resta é mesmo nos acostumarmos com essa realidade.
Os cachorros de rua de Santiago

Cachorro de rua de Santiago (Foto: Natalia Maimoni)
Santiago é praticamente a capital mundial dos cachorros de rua. Ou “perros callejeros” como são chamados. Eles estão por todos os lados da cidade esbanjando simpatia. E quando dizemos “por todos os lados” estamos sendo sinceros.
Seja nas praças desfrutando de uma soneca embaixo de uma árvore ou dentro de uma lanchonete fast-food esperando que uma batata frita caia da sua bandeja. Ou ainda correndo atrás de carros em uma avenida movimentada, se infiltrando no meio de protestos violentos e até entrando em um ônibus e desfrutando de um passeio no transporte público.
Aliás, eles são muitos famosos por aparecem nos telejornais locais em coberturas dos vários protestos estudantis que existem pelo país. Sempre haverá cães se divertindo e latindo para a polícia.
A maior comunidade de cachorros de rua do Chile

Cachorro de cachecol (Foto: veoverde.com)
Pesquisas indicam que há cerca de 1 milhão de cachorros de rua somente na cidade de Santiago. Esse número equivale a praticamente 1 cão para cada 4 moradores. E o que mais surpreende nesses números é que, aparentemente, cerca de 70% destes cães tem donos.
No entanto, alguns donos irresponsáveis deixam que os animais passem o dia todo nas ruas, sem ao menos se preocupar em castrá-los para que esse problema de abandono não aumente ainda mais.
Soma-se a isso o terrível hábito chileno de jogar um cão na rua se eles crescem demais e passam a dar trabalho e despesas. Além do mais novo costume de abandonar um animal quando se muda de cidade ou para viajar de férias. E engana-se quem pensa que estamos falando apenas de vira-latas. A população canina de rua engloba também labradores e pastores alemães, por exemplo.
Apesar da falta de consciência social de alguns, ainda há uma grande parte da população que se esforça para ajudar estes animais. Boa parte dos cães é de grande porte e supostamente bem alimentada, mesmo estando na rua. Ao contrário do Brasil, onde os animais de rua são extremamente magros, no Chile vemos cães que poderíamos qualificar como quase acima do peso. Sem contar que no inverno é muito comum vê-los com roupas e cachecóis para se proteger do frio.
Os cachorros de rua e os turistas

Cachorros de rua durante um protesto (Foto: noticias.masverdedigital.com)
Considerado um dos maiores problemas sociais de Santiago, os perros callejeros dão um show à parte quando o assunto é simpatia e alegria. Eles adoram um turista e, se possível, te seguirão o dia todo se perceberem que você estará disposto a dar um carinho ou um petisco em algum momento.
Mas não se engane. Quando falamos de petiscos não estamos falando daquela bolacha água e sal sem graça. Acostumados a comer restos de carnes que os açougues disponibilizam para eles, sua bolacha vai passar desapercebida pelo olfato aguçado destes cães.
Ao menos que você esteja disposto a compartilhar a fatia de presunto dentro do seu sanduíche. Portanto, não se assuste se eles te trocarem por algum outro turista com petiscos melhores.
Intervenção Urbana: Projeto Estoy Aquí
O Estou Aquí é uma intervenção urbana realizada pelos estudantes chilenos Violeta Pinda e Felipe Gusmán. O projeto visa conscientizar os cidadãos que esses cães também necessitam de amor, carinho e atenção. Confira o vídeo a seguir e veja como a ideia funciona:
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Realmente é algo que me deixa muito triste quando ando pelas ruas. Não sei como pode uma cidade tão linda não adotar medidas de controle, como castração oor exemplo. Sei que quero adotar todos rs.
Pois é Rosana. Realmente é uma pena. Chega a cortar o coração quando algum deles nos segue.
Turistando por Santiago percebi quantos cachorros ficam perambulando pelas ruas! Mas o que mais me chamou a atenção foi que são animais bem alimentados, não sao magros e espalham muitas fezes pela cidade!
Olá Ana. Sim, eles são grandes e muito amorosos.