5 curiosidades do comportamento nas ruas de Santiago

Cada povo possui um maneira diferente de se comportar em seu país. E se existe um local onde essas diferenças culturais estão explícitas, esse local é a rua. É caminhando por elas no dia a dia que podemos sentir na pele o que aprovamos e o que é estranho ao nosso modo de vida e à nossa cultura. Por isso decidimos eleger 5 situações que expõem essas diferenças a partir do Chile.

Vale salientar que nem tudo é perfeito, seja no país que for. Com certeza, turistas não irão perceber tais situações. É mesmo convivendo no dia a dia que muita coisa para a ser percebida. No geral, tudo faz parte da cultura de um povo. E devemos respeitá-la acima de tudo.

5 curiosidades do comportamento nas ruas

1 – Caminhar pelas calçadas:

Caminhar pelas calçadas de Santiago pode ser estressante. Com certeza será para os paulistanos, por exemplo. Um dos motivos é a calma com que o povo local tem para se locomover. Além dessa calma, eles costumam bloquear as passagens quando estão caminhando em grupo. Por exemplo: se há três pessoas juntas, elas caminharão uma ao lado da outra e não sairão da sua frente, caso você venha no sentido contrário.

E os chilenos também não tem o costume de tirar o corpo para lateral para evitar as trombadas. Sendo assim, trombar ombro com ombro é algo comum em dias movimentados. Outro costume terrível é quando eles simplesmente param de caminhar sem mais nem menos. Independente da quantidade de pessoas que haja na calçada. O que é bem comum também é as pessoas mudarem a direção da sua caminhada sem respeitar sua presença. Simplesmente o fazem. Enfim, se locomover pelas calçadas santiaguinas é se sentir invisível muitas vezes. Mas é divertido.

5 curiosidades do comportamento nas rua

Trombadas são comuns em Santiago (Foto: theguardian.com)

2 – Bicicletas na calçada:

Em Santiago, é tradicional o pedestre ter que dividir o espaço de uma calçada com os vários ciclistas. São raríssimas as exceções em que os ciclistas usam as ruas para trafegar. Isso acontece, na maioria das vezes, quando eles estão com muita pressa e precisam pedalar aceleradamente. No geral, é muito incomodo a questão de dividir esse espaço com os ciclistas, pois eles não tem a consciência que precisam se comportar como tal. Ou seja, muitos deles pedalam em zig zag e imprimem alguma velocidade.

Além disso, eles aguardam para atravessar uma rua da mesma maneira que os pedestres. Temos, então, que dividir esse espaço também com as bicicletas. E os espaços rebaixados das calçadas exclusivos para uso de cadeirantes serve, na realidade, para os ciclistas subirem e descerem das calçadas. E se um pedestre estiver nessa posição terá, em certas situações, a desaprovação deles.

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Pedestres dividem espaço com ciclistas (Foto: montrealgazette.com)

3 – Buzina e alarme:

A buzina é o item mais importante do carro de um chileno. Buzinam sem motivo pelas ruas. Quando o semáforo acaba de abrir, simplesmente o buzinaço começa. Parece torcedores comemorando um título no futebol. Se vão estacionar o carro, sobra uma buzina. E quando alguém faz uma lambança no trânsito, daí a alegria é total. Buzina, buzina e buzina.

E fazer lambança é com eles mesmos. Saber dirigir não é o forte dos chilenos e não há limite de velocidade para se trafegar e nem fiscalização com radares. E quando o trânsito é grande e o semáforo está verde, mas os carros não conseguem se mover? Sobra até para carro forte e carro da polícia chilena.

Além da buzina, alarmes de carros ou comércio que disparam não serão desligados tão cedo. Um exemplo muito comum são as vans que param para carregar ou descarregar em estabelecimentos comerciais. Eles abrem o porta-malas do carro e o alarme dispara. E enquanto não terminarem de carregar ou descarregar, o alarme vai continuar disparando. Já em alguns prédios residenciais, existe um sistema de alarme estridente para avisar os pedestres que algum carro está saindo do estacionamento. Esse alarme toca a qualquer momento do dia, inclusive pela madrugada.

5 curiosidades do comportamento nas rua

Buzinas são muito comuns em Santiago (Foto: kpluwonders.org)

4 – Velocidade dos carros:

Como citado no item 3, não há limite de velocidade aparente pelas vias de Santiago. Não há fiscalização da polícia local com relação a esta questão e muito menos radares que fiscalizem as altas velocidades dos motoristas. A maneira como os motoristas dirigem em Santiago é motivo de comentários por muitos dos turistas brasileiros que visitam a cidade.

Quando as ruas estão sem movimento, principalmente na parte da noite, é possível se assustar com tamanha velocidade imprimida pelos automóveis. Assim como os ônibus que circulam pelas vias. Não há o mínimo de respeito dos motoristas com seus passageiros. Viajar em pé é um risco grande. As freadas são bruscas. Talvez só vai entender essa passagem do artigo quem já experimentou tomar um ônibus pela capital chilena.

Já para quem ainda não teve tal oportunidade, pode até parecer um exagero. Mas é a pura realidade. Já presenciamos pessoas caindo dentro do ônibus pelas freadas bruscas após alta velocidade. Tantos os carro quanto os ônibus não reduzem sua velocidade aos poucos quando percebem o semáforo se fechando. Ou atravessarão o semáforo no vermelho, como os brasileiros, ou frearão bruscamente. Por isso fica o alerta, principalmente para o período da noite.

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Ruas largas permitem a alta velocidade dos automóveis (Foto: Carlos Fernandes)

5 – Semáforo compartilhado:

Em muitas vias da cidade há o semáforo compartilhado. Ele abre tanto para pedestres atravessarem quanto para os carros. Ou seja, você atravessa a rua e o carro está na sua cola. Os motoristas até respeitam os pedestres e a faixa de segurança. A preferência em uma esquina sem semáforo é sempre do pedestre, por exemplo. Mas se o movimento é grande e os carros começam a se enfileirar em um semáforo compartilhado, pronto… É hora da buzina entrar em ação.

E vale o alerta citado no item 4: verifique sempre antes se não há um automóvel em alta velocidade que não consiga frear a tempo. Pois há muitos semáforos compartilhados nas grandes avenidas também. E as grandes avenidas viram autopistas a partir da noite. Caso não haja, em um determinado ponto, semáforos funcionando por motivo de pane ou falta de energia elétrica, todo cuidado é pouco. Os motoristas continuarão imprimindo alta velocidade e os acidentes e batidas passam a ser propícios.

5 curiosidades do comportamento nas rua

Semáforos compartilhados (Foto: Marcelo Segura)

Outros itens poderiam ser adicionados nessa lista, mas resolvemos focar nos mais importantes. Portanto, caso haja outro item que você leitor queira discutir, deixe aqui seus comentários.

Aproveite e conheça também o texto 5 coisas boas do Chile.

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6 Resultados

  1. Camilla disse:

    Acabei de ler este post e vi o quanto viver no Rio de Janeiro não é tão ruim assim! HAHAHAHAHA. De qualquer maneira foi bom ler para estar preparada. Em fevereiro/17 estarei no Chile por 7 dias e espero gostar!

    • BRchile disse:

      Olá Camilla. Os textos desta seção são mais divertidos, digamos. E nenhum lugar é perfeito, não é verdade? Sempre iremos aprovar ou desaprovar algo. Imaginamos que um lugar perfeito seria chato demais…rs. Aproveite o site para tirar todas suas dúvidas antes de viajar. Qualquer dúvida nos escreva. Abraços!

  2. Ivo disse:

    Tem blitz de trânsito com bafômetro, etc em Santiago? E na região dos Lagos?
    Obrigado!

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