5 inutilidades chilenas

É muito comum, quando viajamos ou vivemos em outros países, nos deparar com itens ou situações diferentes aos quais estamos acostumados a lidar no Brasil. Sempre que algo interessante ou estranho aos nossos costumes são encontrados, logo tiramos uma foto ou fazemos um comentário nas redes sociais.

Mas nem todas essas situações podem ser benéficas ou agradáveis. E, algumas vezes, podem ser até inúteis. E no Chile isso também acontece. Por isso, veremos hoje 5 dessas situações que consideramos um tanto quanto inúteis, ou quase inúteis, devido ao seu real objetivo de estar ajudando a população.

5 (quase) inutilidades chilenas

1 – Caixa de auto-serviço:

São aqueles caixas de supermercados onde você mesmo registra suas compras e, ao final, faz o pagamento em dinheiro ou cartão. Essa tendência já é comum nos supermercados europeus e norte americanos há muito tempo. Mesmo no Chile, o supermercado Jumbo, do Costanera Mall, disponibiliza quatro desses caixas automatizados para compras de até 15 volumes. Mas a loja Easy, também do Costanera, possui um caixa automatizado totalmente inútil. Você escaneia os produtos e a máquina te oferece um cupom com um código de barras. Você não faz o pagamento por ela. Você terá que entrar na fila do caixa comum e entregar o cupom com o código de barras ao atendente e ele fará a cobrança da compra. Ou seja, o tempo gasto foi inútil. Você acaba tendo que enfrentar duas filas: uma para escanear seus produtos e outra para pagar a compra.

5 (quase) inutilidades chilenas

Caixas de auto serviço da Easy são quase inúteis (Foto: mall.costaneracenter.cl)

2 – Guia de caixa:

Vamos chamar assim. Para fazer o pagamento de sua compra em alguns supermercados chilenos você enfrentará uma única fila, que se bifurcará quando se estiver próximo aos caixas. Como uma fila de banco. E quando sua vez chegar, uma “guia de caixa” te dirá em qual caixa você deverá entrar na fila. Ou seja, qualquer pessoa em sã consciência seguirá na fila menor ou no caixa que estiver livre. A necessidade de ter alguém para dizer em qual caixa ir só poderá atrapalhar sua vida. Já vimos isso ocorrer também na fila da imigração do aeroporto de Santiago para o embarque. A guia ficava dizendo para qual dos guichês as pessoas deveriam ir. Só que, simultaneamente, existia aquele visor com o número dos guichês vagos. O que acontecia? Aquele visor ficava apitando constantemente avisando que havia locais vagos aguardando uma pessoa e a guia ficava perdida, já que ela não conseguia acompanhar a velocidade do que acontecia.

5 (quase) inutilidades chilenas

“Guias de caixa” no Jumbo Costanera (Foto: mall.costaneracenter.cl)

3 – Pó de serragem:

Isso é uma curiosidade e tanto. Nos raros dias chuva é comum demais encontramos pó de serragem na entrada do comércio em geral e dos prédios em Santiago. Teoricamente, o pó de serragem funcionaria como um tapete para secar os pés. Mas, sinceramente, o que percebemos nessa situação é que o local fica sujo, já que levamos o pó para dentro com o pés. E o piso fica molhado do mesmo jeito. Além do seu calçado também ficar sujo, juntando água e serragem.

5 (quase) inutilidades chilenas

Serragem na porta dos estabelecimentos em dias de chuva (Foto: NataliaMaimoni)

4 – Máquinas de recarga no metrô:

Santiago possui a Tarjeta BIP, ou cartão bip, que serve para utilizarmos no metrô e nos ônibus da cidade. E nas estações de metrô existem aquelas máquinas que fazem a recarga do bip automaticamente, sem precisar entrar na fila para uma simples recarga de saldo. Até aí tudo bem. Claro que não consideramos isso uma inutilidade. O grande problema é que você só consegue carregar as opções oferecidas de valor com as respectivas notas em dinheiro. Vamos entender melhor com dois exemplos, levando em consideração que as opções de recarga são de: $500 – $1.000 – $2.000 – $5.000 – $10.000 – $20.000. E uma única passagem custa em torno de $700.

Exemplo 1: se você quer carregar seu cartão para uma viagem de ida e volta, terá de carregar $1.500. A máquina não volta troco. Logo, bastaria inserir na máquina uma moeda de $500 e uma nota de $1.000. Mas essa situação não existe. Você precisa recarregar exatamente com o montante que a máquina oferece como opção. Ou seja, para uma recarga de $1.500 você terá de fazer o processo duas vezes. Selecionar a opção recarga. Inserir o cartão bip. Selecionar o valor de $500. Depois inserir a moeda. Aguardar a recarga, o comprovante e a devolução do cartão. Feito isso, você terá que refazer todo o processo inserindo a nota de $1.000. Daí você terá a recarga desejada.

Exemplo 2: se você quer recarregar seu cartão com $2.000 e não tiver a nota equivalente, vai ter que fazer o processo duas vezes escolhendo a opção $1.000 e utilizando, por consequência, duas notas desse valor. Ou seja, nem queira carregar $2.500 tendo na carteira apenas notas de mil. Senão, serão três processos de recarga para sua necessidade.

5 (quase) inutilidades chilenas

Máquinas para carregar o cartão BIP (Foto: Carlos Fernandes)

5 – Recarga online do BIP:

Agora que vocês já sabem o que é o cartão bip, podemos dizer que esse cartão pode também ser recarregado online através do internet banking. E você não precisará ficar fazendo esse processo na máquina. Seria perfeito se não fosse o fato de que, ao carregar o bip pela internet, você ainda não terá seu saldo disponibilizado no mesmo. Você terá que entrar na fila de recarga de uma estação de metrô qualquer e entregar o cartão para a atendente liberar seu saldo. Ou seja, seria o mesmo que você pedir para ela fazer sua recarga em dinheiro. Portanto, recarregar o bip online é uma típica inutilidade que existe no Chile.

5 (quase) inutilidades chilenas

Tarjeta BIP (Foto: transantiago.cl)

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